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16 de Fevereiro de 2016 . 09h36
"A Selita sempre vai estar ao lado do produtor"

O entrevistado deste mês é o conselheiro efetivo de Administração, João Batista de Souza, cooperado do município de Alegre. Além de falar da sua participação na cooperativa, a importância do Conselho se manter organizado e os principais desafios encontrados pela equipe, ele conta que não imaginava a complexidade que envolve a Selita e a importância social que tem no Estado.


Essa é a primeira vez que o Sr. faz parte do Conselho de Administração da Selita?

Sim, é a primeira vez, mas já tenho um trabalho de oito anos como presidente de uma associação de pequenos produtores em minha comunidade, onde fiz um trabalho marcado por organizar compras de ração, adubo e vender bem o nosso produto que é o leite, agregando qualidade e produtividade. Conseguimos alguns comodatos de implementos com a SEAG, que foi de grande importância para o desenvolvimento e a permanência de alguns produtores na atividade leiteira e também na zona rural. Por isso, fui convidado a compor a chapa que foi eleita para o atual mandato e está sendo um grande aprendizado para mim, pois não tinha ideia de como a Selita é complexa e da importância social que tem no Estado.

 

Qual a importância do Conselho para bom desenvolvimento da Cooperativa?

Toda instituição moderna planeja suas ações e as desenvolve ouvindo opiniões e sugestões. O Conselho funciona ouvindo os conselheiros, acatando suas ideias, aproveitando-as e conciliando-as com os objetivos da instituição. Acredito que tem uma importância fundamental, não só no apoio formal às decisões da Diretoria, mas também, em muitos momentos, colaborando para a busca de bons resultados e até mesmo, no que diz respeito às reivindicações de seus associados que tem dificuldades em fazê-las chegar a quem de direito.

 

Quais os principais desafios enfrentados pelo Conselho?

Até o momento, foram muitos, como por exemplo: melhorar a qualidade do leite recebido, ajustar o quadro de funcionários, revisão no frete de coleta, problemas com as caldeiras à gás e com a estação de tratamento de efluentes, que apesar de nova e cara, todo dia tinha reclamações e denúncias dos bairros vizinhos. Mas acho que o mais desafiador foi a implantação do novo sistema de TI.

 

Como avalia a atuação da Selita mediante todas as dificuldades enfrentadas nos últimos anos?

Mesmo num momento que exige muita cautela, a Selita vem se superando com uma gestão séria que visa resultado positivo para Cooperativa e seus associados. Prova maior disso, é que foram antecipados mais de quatro milhões de reais de sobras, não deixando assim a crise política, econômica e financeira se instalar em nossa Selita.


Como a estiagem e a crise econômica/financeira afetaram a pecuária de leite na região?

A crise hídrica e a seca são fenômenos ambientais que tinham previsão antecipada. Há pesquisas que mostram que nos próximos 10 anos nosso planeta apresentará uma temperatura média acima dos 34º C. Isso, sem dúvida, trouxe e trará prejuízos para a produção leiteira, quer seja sob o prisma do Stress Térmico, quer seja a falta de água para irrigação, entre outras, contribuindo para a baixa produção de volumosos e a influência nos aspectos de reprodução animal. Acredito que no ano de 2015, em muitas regiões do Estado, perdemos mais de 30% da produção leiteira. Mas talvez o maior reflexo desta seca ainda está por vir: nossas matrizes não estão conseguindo um índice de fertilidade desejado e a falta de vacas em gestação deixará um grande vácuo na produção nos próximos 2 anos. Quanto à crise econômica e financeira, o maior problema está no empobrecimento da sociedade, que com menor condição financeira, perde o poder de compra e deixa de consumir lácteos, prejudicando toda a cadeia, envolvendo a produção, o comércio e o consumo.

 

Quais os projetos do Conselho para os próximos anos?

Temos que ter a consciência de que a Selita precisa de um lugar onde ela possa se instalar para crescer com sustentabilidade, podendo assim, oferecer cada dia mais qualidade nos seus produtos a um mercado que fica mais exigente e competitivo. E, também, montar um planejamento para o futuro, de maneira que a política interna não atrapalhe o crescimento da Cooperativa.


Qual a sugestão que o Sr. faria para os cooperados?

Que a Selita sempre vai estar ao lado do produtor, para juntos enfrentar os desafios que nos são impostos no dia a dia, acreditar na política adotada pelos seus dirigentes apoiando em suas decisões, não se deixar levar com propostas tentadoras, sabendo que não existe milagre no nosso negócio, trabalhar na sua propriedade administrando com uma gestão sempre em busca de eficiência, buscar ferramentas que possam servir para diminuir os custos de produção sem perder eficiência, acreditar na assistência técnica, participar dos programas e eventos relativos à produção de leite, buscar sempre conhecimento e manter a autoestima.

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